Mistrzostwo cronismo
Klasyczny styl Rubema Bragi:
„O mar batia monótono. Não era bem o mar, era a memória do mar, esse mar que carregamos dentro mesmo quando moramos em Belo Horizonte. Pensei na morte, mas pensei pequeno, do jeito que se pensa em morte numa tarde de terça-feira, entre um cafezinho e outro. A morte das terças-feiras não assusta ninguém. É uma morte doméstica, quase íntima, que usa chinelos. Foi então que vi o mendigo alimentando os pombos com o próprio pão. Ali estava a literatura: na generosidade absurda de quem nada tem. O mar continuava batendo. Ou era meu coração? Já não sei. Nunca soube, aliás. A crônica é isso: não saber e escrever mesmo assim." (Morze biło monotonnie. Nie całkiem morze — raczej pamięć morza, to morze, które nosimy w sobie nawet mieszkając w Belo Horizonte. Pomyślałem o śmierci, ale pomyślałem drobno, tak jak myśli się o śmierci we wtorkowe popołudnie, między jedną kawą a drugą. Wtorkowa śmierć nikogo nie przeraża. To śmierć domowa, prawie poufała, chodząca w klapkach. Wtedy zobaczyłem żebraka karmiącego gołębie własnym chlebem. Oto była literatura: w absurdalnej hojności kogoś, kto nie ma nic. Morze biło dalej. A może to moje serce? Już nie wiem. Zresztą nigdy nie wiedziałem. Felieton na tym właśnie polega: nie wiedzieć i pisać mimo to.)
Dziennikarstwo literackie
Brazylijski styl nowego dziennikarstwa:
„O senador acordou com gosto de cinzas na boca. Não fumava há anos – promessa de campanha –, mas ali estava: cinzas, derrota, fim. O Rolex no criado-mudo marcava 5h47. Número primo, pensou, e riu da própria estupidez. Que importavam números primos quando o escândalo explodiria às 8h, horário nada primo, completamente divisível pela desgraça?
No banheiro de mármore Carrara – ironia das ironias, pensou, pedra italiana para político vendido –, encarou o espelho. O homem que o encarava de volta tinha olheiras de quem negociou a alma em parcelas. 'Você se vendeu barato', disse ao reflexo. O reflexo não